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terça-feira, 11 de maio de 2010

Sistema de Gestão de Saúde e Higiene na Criação de Coelhos


 Alguns aspectos importantes e necessários devemos ter em conta para manter uma CUNICULTURA livre de doenças, encontram-se em primeiro lugar, tendo em conta que "é melhor prevenir do que remediar ou arrependimento", porque o primeiro é economicamente mais barato, que o segundo.
 Então, partindo desta premissa, devemos considerar que o implemento de um programa de saúde, a ser seguido e rigorosamente respeitado depende em grande parte o sucesso na produção de planeamento e, portanto, os coelhos como um negócio.
 O plano deve ser criado e com base nas condições reais de cada criação, em sua localização geográfica, o ambiente e a gestão que lhes são provenientes dos animais, entre outras coisas.

As normas gerais de higiene são os seguintes:

1. Isolado (quarentena ou observação) de animais suspeitos ou doentes, e todos aqueles que foram recentemente introduzidos para a exploração cunícula.
2. Retirar da reprodução de animais de idade, fraco, pálido ou cura de uma doença contagiosa ou grave.
3. Evitar a superlotação.
4. Gerenciar rações alimentares saudáveis e bem equilibradas.
5. Evite o desmame precoce.
6. Não usar em excesso os reprodutores.
7. Manter-se saudável, limpo, seco e ventilado, as instalações e arredores.
8. Manter o silêncio, a calma e tranqüilidade dentro dos galpões, a fim de evitar choques e stress nos animais.
9. Manter à disponibilidade dos animais, água limpa e fresca.
10.Sistematicamente desinfecção das instalações e equipamentos destinados a albergar os animais e o trabalho do pessoal encarregado
11.Combater constantemente vetores, como moscas, mosquitos, ratos e camundongos e de todos os tipos de parasitas.
12.Proibir o acesso às instalações (da criação), a qualquer pessoa estranha (visitas), principalmente para os comerciantes que vêm em busca de coelhos.
13. Retirar fezes e destruir qualquer material orgânico, como os animais mortos, por doenças ou não, devem ser retirado do (s) estande (s).
14. Dispor de um lugar para o isolamento total e desinfecção dos animais suspeitos ou de materiais e equipamentos, o que poderia, em determinado momento, transmitir doenças à criação.

A implementação destas e outras medidas de segurança, garantir a saúde e a higiene dentro do alojamento e, portanto, que os nossos animais não sejam afetados por uma doença que se traduz em perdas econômicas para o produtor. De tempos em tempos, talvez a cada 5 anos, ou quando as circunstâncias o justificarem, é aconselhável fazer um "vazio" de saúde, isto é, vender todos os animais, equipamentos e desinfecção das gaiolas e fazer um balanço total da (planta), abra-a completamente ar puro e limpo, desinfectar pavimentos, tetos e paredes. Sem que se refere a este último, alterando a malha, e cortinas, caiar paredes, tetos e pavimentos.
Comprar equipamentos novos como gaiolas em geral, alimentadores e bebedouros. E se estes são automáticos, remova todas elas e colocadas em soluções desinfetantes sob o tratamento recomendado pelo fabricante procurando, se você não pode mudá-las de novo, limpar e desinfetá-los. Tempo que pode ser limitado a uma semana, dada a eficácia das medidas tomadas para esse efeito. Depois disso, e buscando a re-iniciar com a produção e aproveitar ao máximo essa medida, recomendamos a adoção de chamado "método de criação em ambiente protegido" que ajuda a criar coelhos saudáveis, sem ter que recorrer a qualquer medida profilática ou terapêutica.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Como identificar a idade nos coelhos



Existem alguns sinais ou detalhes que permitem conhecer a idade dos coelhos, evitando-se assim, que se comprem animais ou muito jovens ou muito idosos, influindo no início precoce que pode ser prejudicial ou tardio da criação.
Localizamos estes indícios nas unhas, dentes, aspecto físico e articulações.

Unhas: identificamos um coelho mais velho através das unhas, quando possuem a curvatura bem longa;

Dentes: no coelho jovem a cor é branca, no adulto é amarelada e suja;

Aspecto físico: o coelho jovem é inquieto, rápido de olhos brilhantes , orelhas com movimentos rápidos, o animal é nervoso, e de pelo brilhante;
Porém se o coelho for jovem, mas estiver doente pode não apresentar estas características.

Articulações: Os coelhos possuem entre os ossos que formam as articulações (fêmuro-tíbuo-rotular) um espaço que diminui a medida que o animal completa o seu desenvolvimento. Este espaço é observado e de fácil identificação nos coelhos mais jovens, quando se procede a apalpação.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Fator Lanudo

Não é uma doença, nem problema de manejo, mas apenas um fator genético recessivo que pode surgir em uma criação. A pelagem é semelhante ao Angorá, o que possivelmente contribui no estabelecimento da raça, que com melhoramento atingiu um fio mais fino e longo. Não interfere na vida do animal, mas torna-o indesejável, pois estando fora do padrão não interessa ao criador. Para eliminá-lo, o produtor necessita identificar se algum reprodutor ou matriz possui o "fator" excluindo-o.






Torcicolo ou Pescoço Torto

Acontece que muitas vezes encontramos um ou mais coelhos que se apresentam de um dia para o outro com a cabeça completamente virada. Se os coelhos nestas condições não se acham atacado pela sarna auricular, essa torção da cabeça é de origem alimentar, ocasionada pela deficiência da Vitamina B, na ração. O coelho, nestas condições, torce a cabeça para um lado, dando a impressão que os músculos estão continuamente em contração; o animal anda com grande dificuldade, girando freqüentemente sobre um mesmo lado.
 

Necrobacilose Plantar ( "mal de patas" )

O abscesso da planta das patas constitui a afecção mais vulgar e conhecida de todas as explorações canículas, estes abscessos são muito mais freqüentes nas patas posteriores, começam por uma tumefacção pouco visível, mas que se nota pela palpação. Pode limitar-se aos tecidos cutâneo e conjuntivo. A pele fica grossa (paraqueratose), com crostas; a infecção fica latente e as chagas por vezes são sanguinolentas. A falta de higiene do pavimento da jaula pode provocar uma infecção secundária, então o abscesso invade os metatarsos, tornando-se francamente purulento. Podem ocorrer infecções diversas (estafilococos, fungos), mas a mais temível está relacionada com o Corynebacterium que provoca uma gangrena necrosante, de odor nauseabundo, e pode se estender à cabeça e a todo o corpo tornando-se contagiosa (necrobacilose) A má qualidade, rugosidade, fios pegados, malhas demasiado largas e a ferrugem são os defeitos principais da rede metálica, constituindo outros tantos fatores que favorecem o desenvolvimento dos abscessos sub-plantares. As raças pesadas de coelho criam-se em piores condições sobre rede metálica que as outras. A luta contra esta é preventiva, contemplando os seguintes aspectos: (1) Eleição de raças médias e de animais cujas patas estejam providas de pêlo abundante na face inferior, o que protege a pele (Neozelandesa e Californiana); (2) Escolha de uma rede metálica com fios grossos, soldados, galvanizados, cuja largura de malha esteja compreendida entre 13mm e 15mm.
A rede não deverá irritar a palma da mão quando esta é esfregada na superfície; (3) - Lavagem e desinfecção freqüente das jaulas. Os tratamentos são difíceis. Quando não se verificam supurações francas, podem efetuar-se tratamentos diários às feridas e, com dois dias de intervalo, aplicação de anti-sépticos eficazes (iodo). Não se deve desprezar a atividade antifúngica do iodo e do permanganato nas criações sobre a cama. Não se recomendam as pomadas antibióticas porque o tratamento é longo e dispendioso. Quando os abscessos ficam purulentos ou quando as patas anteriores estão afetadas, a infecção torna-se incurável e os animais serão eliminados. Caso se verifique outros abscessos, especialmente na cabeça (necrobacilose), o animal deverá ser incinerado ou enterrado a grande profundidade. Os abscessos sub-plantares tornam, para os machos, praticamente impossível o salto. Aos animais infectados deve ser proporcionado um estrado, pelo menos numa parte da gaiola, enquanto durar o tratamento, para evitar a contínua irritação da área ferida.

Medidas Preventivas - Evitar a umidade nas gaiolas, usar estrado na gaiola quando necessário, selecionar animais mais resistentes a este problema.

Tratamento - Tintura de iodo, pomadas cicatrizantes, anticépticas, antifúngicas. Durante o tratamento usar estrados de madeira na gaiola de arame ou se possível passar o animal para uma gaiola com fundo ripado.