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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Doenças


Sarna Auricular ou psoróptica:







De rápido contágio, em pouco tempo a propagação da moléstia entre todos os animais. A sarna auricular é uma infecção parasitária ocasionada por dois parasitos, Psoroptes cuniculi e Chorioptes cuniculis, os quais se localizam dentro do ouvido do coelho, na parte profunda da pele, chegando muitas vezes a provocar a morte do animal quando não tratado em tempo. A primeira manifestação de sarna de orelha começa pelo aparecimento de forte irritação, no interior de um dos ouvidos do coelho, seguida de inflamação e formação de uma secreção espessa, que em poucos dias torna-se serosa e amarelada. Com a continuação da doença, há formação de crostas ou escamas de cor amarelo-pardo, aderentes à parte interna da orelha fechando completamente o ouvido do animal. O pavilhão interno se encontra mais quente. Os animais assim infectados tornam-se fracos, emagrecendo rapidamente, chegando muitas vezes à morte; inclinam a cabeça para o lado doente, procurando coçar com as patas a orelha atacada. Com o avançar da doença, iremos encontrar juntamente com as crostas, sangue e pus, de cheiro fétido.






Tratando-se de moléstia muito contagiosa, o criador deve tomar medidas de profilaxia e higiene a fim de impedir a propagação da moléstia. No caso de reprodutores podem ter seu ardor sexual diminuído. Casos mais graves com perfuração do tímpano podem levar a aparecimento de convulsões e torcicolo. A sarna carióptica é uma forma beíngua de sarna produzida por Charioptes cuniculi e se localiza principalmente no pavilhão interno da orelha do coelho. As escoriações provocadas por este ácaro são mais amenas que as provocadas pelo Psoroptes cuniculi. A diferenciação se dá pelo exame laboratorial.
Medidas Profiláticas - Manter uma limpeza rigorosa nas coelheiras. Não permitir a entrada de animais doentes na criação; todos os coelhos deverão ser examinados periodicamente. Os animais doentes deverão ser logo observados pelo seu veterinário assistente e isolados. As gaiolas ocupadas pelos coelhos doentes deverão ser desinfetadas. Evitar acúmulo de pó nas instalações e nos arames que suspendem as gaiolas. Fazer sarnicidas mensalmente, quarentena de animais adquiridos e eliminar animais muito infectados.
Tratamento: Uso de sarnicidas comerciais. Produto caseiro contendo 50% de querosene e 50% de gordura aplicando nos locais onde se instala a sarna.




Sarna Sarcóptica:



Produzida pelo ácaro Sarcoptes cuniculi, este ácaro penetra mais profundamente na pele. Esta doença, muito contagiosa, é caracterizada pela formação de crostas na cabeça do coelho, principalmente na boca, olhos e nariz, estendendo-se nos casos graves às patas e órgãos genitais. Esta sarna é muito diferente da sarna da orelha, pois esta só ataca o corpo do animal. As primeiras manifestações da sarna começam com a picada do parasito que causa forte irritação, ocasionando o aparecimento de um líquido que, ao secar, forma crostas duras, de cor amarelo-cinza. Como a sarna se localiza de preferência na cabeça e boca do animal, os lábios se apresentam consideravelmente inchados e o coelho não pode alimentar-se devido à dor e à dificuldade que sente ao mastigar. Com isto o animal emagrece, enfraquecendo até morrer. Sendo ás crostas localizadas em volta do nariz, há inflamação do local, determinando grande dificuldade na respiração.
Entretanto, no início da doença, antes que a sarna atinja completamente a cabeça do animal, o seu tratamento é fácil. Assim, o criador ao notar que o focinho do coelho que é geralmente limpo e brilhante, se apresenta coberto com um pó branco, semelhante à farinha, deverá logo examinar o animal, assim como as suas patas, onde ele irá encontrar entre as unhas o mesmo pó branco. Isto acontece porque o coelho, ao sentir a irritação produzida pela picada do parasito na cabeça, procura coçar o local, fazendo então com que as unhas se se apresentem infectadas. A prevenção e tratamento são o mesmo anterior.

Canibalismo ou embriofogia:







Geralmente ocorre de mães para com as crias, em condições desfavoráveis, algumas matrizes ao parir praticam este ato que a pesar de não ser considerado doença, traz sérios danos para o plantel.
Fatores: Carência alimentar principalmente em proteína e sal comum, falta de água fria ou água muito quente, ninhos mal desenfeitados, incidência de sarna, manejo errado, estresse, fêmeas nervosas, etc.
Medidas Profiláticas - Oferecer alimentação na medida certa, além de água abundante e de boa qualidade, manter os animais em local fresco, livre de barulhos constantes, e nunca esquecer da colocação do ninho, pelo menos dois dias antes da data prevista para o parto.
Este procedimento não deve ser admitido por mais de uma vez, havendo a reincidência, a matriz deve ser descartada, pois não tendo condições ideais de reprodução, ela trará prejuízo ao bom andamento da criação.









































2 comentários:

  1. Calízia Mariath11 de maio de 2010 23:06

    Boa noite! Eu tenho um coelho que está com isso no ouvido esquerdo,essa sarna auricular; chega a ser uma crosta consistente, ás vezes bem dura, eu retiro da orelha, mas não puxo da parte interna do ouvido com medo de machucá-lo, mas com algumas semanas retorna tudo novamente. Esse tratamento (querosene e gordura) como que faço o procedimento? Essa gordura, seria óleo de cozinha mesmo? E eu faço como, mistura o óleo com o querosene e passo com algodão dentro do ouvido dele. Por favor preciso dessa resposta urgente! Ele sofre muito e já nasceu aleijadinho de uma das patas traseiras. Aguardo ansiosa a resposta. Obrigada! Calízia Mariath! Conceição da Barra - ES

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  2. Boa noite , me chamo Caio césar moro em Sousa PB, estou começando uma cunicultura e já tenho esse problema, por favor me explique esse tratamento com o querosene, Meu contato: caio.cesar282009@hotmail.com

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