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terça-feira, 7 de setembro de 2010

Mixomatose


A Mixomatose é uma doença infecto-contagiosa que afeta os Coelhos (leporídeos) e causada por um poxvírus denominado fibroma de Shope.
O vírus transmite-se por contato direto, mas principalmente através de vetores (como por exemplo, mosquitos ou pulgas). Os insetos que se alimentam de sangue, podem manter o vírus ativo durante meses e disseminar facilmente a doença.
Após a picada pelo inseto contaminado, os sintomas podem aparecer entre cinco dias a uma semana. Os sinais típicos são edemas generalizados, principalmente em redor da cabeça (olhos e orelhas), disseminando-se rapidamente por todo o corpo.
A doença é na maioria das vezes fatal. A morte pode ocorrer entre 48 horas a duas semanas após o aparecimento dos sinais clínicos.
A prevenção da doença faz-se através da vacinação e controle de insetos.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

Gigante de Flandres



País de origem: Bélgica.

Origem no Brasil: 1927.

CARACTERÍSTICAS MORFOLÓGICAS (Aparência Física)
Porte: Grande.
Pelagem: O pêlo é fino, liso, e de comprimento diversificado segundo a variedade. Prefere-se que sejam curtos e densos. Quanto a cor, apresentam as seguintes variedades: Branca, Pardo Lebre, Pardo – ferro e ainda Negra e Areia.
Pêlos: Denso e macio.
Pele e mucosas: De cor clara, e de sensibilidade média.
Cabeça: No macho é forte, larga e arredondada, volumosa sendo mais alargada e delicada nas fêmeas.
Unhas: Escuras.
Pescoço: Forte e curto, com a papada bem desenvolvida nas fêmeas.
Tórax: Largo e robusto.
Peito: Compacto.
Dorso e lombo: São horizontais e largos.
Garupa: Arredondada e um pouco elevada.
Cauda: Longa, larga, ereta e bem inserida à garupa.
Membros:Comprido e fortes.
Musculatura: Bem desenvolvido.

CARACTERÍSTICAS PRODUTIVAS (Fisiologia)
Aptidão: Carne e pele e pelos.
Altura média: De 23a33cm de comprimento.
Comprimento médio: 50cm.
Pesos médios:5kg.
Adulto: Pesam entre 6 a 8 kg,tendo relatos de mais de 12 kg.
Abate: De 5 a 5,5kg em média.
Idade de abate: De 5 a 6 meses.

Conversão alimentar: 60gr de ração para cada kg de carne.
Fertilidade: Prolifero
Habilidade materna: Tem uma boa habilidade materna.

sábado, 10 de julho de 2010

Rendimento da carne de coelho


O rendimento líquido é a porcentagem de carne limpa e é obtido somando-se o peso do couro, cabeça, patas, sangue e vísceras e diminuindo do peso vivo dos coelhos. O rendimento líquido do coelho é maior que o dos outros herbívoros domésticos como o boi, carneiro, etc. Para saber o rendimento líquido de um coelho, basta multiplicar seu peso vivo por 60 e dividir por 100. Um coelho de 3kg, por exemplo, teria um rendimento líquido de 1,800kg, porque 3 X 60 são 180 que, divididos por 100, resulta em 1,800kg. Naturalmente, este rendimento pode variar para mais ou para menos, devido a uma série de fatores como idade, raça, sexo, precocidade, estado de gordura ou magreza, alimentação, etc. A raça tem grande influência na produção de carne, pois embora a produzam em maior quantidade, as raças gigantes dão menores rendimentos líquidos e sua carne é de qualidade inferior à das raças médias e pequenas. O sexo influi, não só na quantidade mas também na qualidade da carne produzida pois, embora no começo do período de desenvolvimento não haja muita diferença entre fêmeas e machos, com a idade vai aumentando a diferença e as fêmeas vão dando maior rendimento do que os machos porque o esqueleto, órgãos internos e peles dos machos são relativamente mais pesados. Segundo alguns autores, esta diferença pode atingir a 15%. No que diz respeito à idade, quanto mais velho for o coelho, maior o rendimento em carne e mais firme ela se torna. Quando um coelho é submetido à engorda, o que aumenta em maior proporção é a carne e por isso só devem ser abatidos coelhos gordos. As raças precoces são as que produzem relativamente maior quantidade de carne em menor tempo, por ser muito grande o seu poder de assimilação de alimentos ou conversão alimentar. O maior rendimento é obtido quando o coelho está com 2 anos de idade, mas sua carne perde em qualidade e o seu preço de custo é bem maior, não compensando financeiramente. Em nossa criação, obtivemos os seguintes resultados: Lote de 20 coelhos de 3 a 4 meses de idades Peso total 49,150 kg Peso médio por animal 2,467 kg Peso total da carcaça com cabeça, fígado, rins e coração 32,050 kg Couro e vísceras não comestíveis 17,100 kg Parte Comestível (carcaça e vísceras, exceto pulmão) 62,2% Quebra 37,8% A qualidade e quantidade de alimentos fornecidos aos animais, principalmente no último mês e a técnica de abate têm grande influência, tanto na quantidade quanto na qualidade da carne obtida.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Troca de pêlos em Coelhos





O pêlo do coelho tem uma vida relativamente breve, chegando o momento em que cai naturalmente, sendo substituido por outro de formação recente. A este fenômeno dá-se o nome de muda.
Os pêlos se renovam em princípio na primavera e sobretudo no outono. A muda do outono, é a mais importante, pois prepara a pelagem de inverno destinada a proteger os coelhos contra as intempéries e os rigores do inverno em especial nas regiões mais frias.
Se o outono for relativamente seco e quente, a muda começa mais tarde, tratando-se de coelhos doentes ou mal nutridos a muda também atrasa e desenvolve-se lentamente e incompleta.
Observamos que os coelhos estão na muda quando passamos a mão no sentido contrário dos pelos (de trás para frente) e os mesmos se soltam, e também quando notamos que as gaiolas apresentam grande acúmulo de pelos.
A muda pode manifestar-se de diferentes formas:

- Muda Contínua: é o processo pelo qual o pêlo do animal pode cair em qualquer momento de sua vida, sendo substituído pelo novo.

- Muda de Infância: o coelho nasce com a pele completamente nua, e a partir do quarto dia de vida, começa a cobruir-se de um pêlo finíssimo e lanoso. No final da sétima semana de vida inicia-se a muda dos láparos, depois da qual o coelho aparece com o pêlo próprio da raça.

- Muda Anual: esta muda é a periódica, dependendo do meio ambiente e tendo lugar em épocas fixas, segundo o clima típico de cada região. A muda anual divide as peles em duas classes ou seja a de inverno e a de verão.

- Muda Patológica: pode ser determinada por alguma doença do animal ou problemas cutâneos.

A muda anual do coelho, produz-se no outono ou entrada do inverno, mas levando-se em conta que a maior parte dos nascimentos ocorre na primavera, observamos que o coelho adulto faz este tipo de muda em idade próxima dos oito meses, isto é quando acaba de se desenvolver e conta com reservas orgânicas suficientes, passando por este processo sem grandes problemas.
O criador tem possibilidade de dirigir e até influenciar na evolução da muda, fornecendo aos coelhos alimentação, instalações e manejo adequado.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Como diagnosticar a gestação na coelha





Após a monta e cobrição, em uma ou duas semanas, observamos que a coelha está mais calma come mais e senta-se com o abdomen apoiado no piso da gaiola.Trinta (a dois) dias após a cobrição a coelha começa a arrancar os pelos, para fazer o ninho e dar a luz aos láparos.As vezes, ocorre, que mesmo após preparar o ninho a coelha não dá cria. Isto pode acontecer duas semanas após ser coberta pelo macho e, é considerada uma pseudo-prenhez.
Para verificarmos, antes, se a cobertura foi bem sucedida, teremos de fazer o teste de prenhez.
O melhor método é a apalpação, que é feita a partir dos doze a quatorze dias da cobertura e requer uma certa prática.
Para realizar-se esta prova, coloca-se a fêmea sobre uma mesa ou uma superfície plana, sujeitando-a com uma mão pela pele do pescoço e ao mesmo tempo prendendo-lhe as orelhas, dirigindo a cabeça da coelha para o cotovelo do operador. Desliza-se a mão livre por debaixo do abdomen até a região pélvica e, ao passar a mão pelo abdomen apalpam-se os fetos com os dedos.
Por este método se a fêmea estiver coberta, ao procedermos a apalpação, sentiremos "coisas duras", que vão se tornando progressivamente largas, até atingirem a forma de um embrião, tendo em vista que os fetos se desenvolvem pouco durante os primeiros vinte dias da gestação.
Teremos que prestar a máxima atenção à prática desta operação, de modo a não exercer uma pressão excessiva que poderia produzir a ruptura do corno uterino, podendo provocar um aborto.
Com o tempo e prática será fácil identificar os embriões sem muito esforço.
Podemos também testar a gravidez, voltando a colocar a fêmea com o macho após doze dias da cobertura, se ela rejeitar, poderá estar coberta; porém se ela aceitar da mesma forma nada nos garante que ela esteja "vazia", podendo emprenhar no meio de uma gravidez, o que chamamos de "superpregnancy" o que ocorre ocasionalmente.Outra forma de diagnosticarmos a gestação, é observar as mudanças externas que ocorrem na fêmea, ou seja, pode-se comprovar o abdomen dilatado e um aumento de peso, sobretudo se o número de fetos é grande. Este método só pode ser empregado com êxito nos últimos dias da gestação, que é quando os fetos se desenvolvem mais rapidamente.